Mais um ano se iniciou. Para este ano utilizaremos novas estratégias para assim melhorar o que foi realizado no ano anterior. Serão lançados novos produtos, melhorados os antigos, extintos os sem procura, prospectados novos mercados e clientes.


Apesar de todas estas novidades a empresa ainda comete os mesmos enganos dos anos anteriores. Não realizou provisão para o 13º salário no final do ano, programação adequada das férias de seus funcionários, provisão para pagamento de impostos como ICMS, ISS, IPTU, IPVA, PIS, COFINS entre outros.


O mês de dezembro foi um mês curto com praticamente 15 úteis dias para maioria das indústrias. Janeiro ainda é um mês tumultuado seguido de fevereiro, mês de carnaval logo na primeira semana. E apesar de tudo, em janeiro e fevereiro, será necessário liquidar todos estes impostos e demais despesas dos meses anteriores.


Como mercado é muito volátil é difícil de se obter o valor exato das necessidades financeiras para o primeiro trimestre, em especial, primeiro mês do ano. No entanto, com base no crescimento anual da empresa e projetos futuros é possível estimar as necessidades, minimizando assim o impacto na hora dos pagamentos e evitando utilizar recursos externos de instituições financeiras, por exemplo, o que apenas amplia sua necessidade de recursos.


Desde o primeiro mês do ano é viável para a empresa realizar a provisão de recursos para o 13º salário, por exemplo, reservando 1/12 da folha de pagamento mensalmente. Em vez de necessitar de 100% do valor da folha nos últimos dois meses a empresa estará reservando menos de 9% ao mês. O mesmo poderá ser feito para todas as outras taxas e impostos. Basta levantar o que foi gasto no período nos anos anteriores, analisar o crescimento anual e a projeção de crescimento para os próximos anos e assim desenvolver uma reserva de segurança para ser utilizada no primeiro trimestre, sem reduzir a produção, crescimento e principalmente evitando assim utilizar recursos externos.


Empresas melhor estruturadas, com os departamentos financeiros, contábeis e fiscais já utilizam as estratégias mencionadas, com ainda mais detalhamento e projeções para os próximos três a cinco anos, além de realizarem análise do desenvolvimento mensal, anual, por família de produtos e serviços, rentabilidade, recuperação de impostos, renegociação entre outros.


Empresas menores que não possuem departamentos bem estruturados ou sem a cultura de realizar análises de viabilidade, planejamento estratégico e financeiro acabam por não realizar determinadas provisões financeiras e assim, os dois últimos meses do ano e o primeiro trimestre acabam sendo extremamente desgastantes, fazendo com que a empresa “corra atrás do prejuízo” como diz o ditado. Porém, realizando todas as projeções e planejamento estratégico e financeiro necessários à empresa poderá se preocupar apenas em correr atrás do lucro o que é muito mais saudável.




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Planeje sua empresa e corra atrás do lucro!
por Wagner Campos